O JOGO
O Vasco começou a partida motivado e pressionando. Carlos Alberto, com um novo penteado e de chuteiras vermelhas, comandava o time. Aos quatro minutos, o meia tentou um chute de fora da área. A bola foi para fora. Logo em seguida Rodrigo Pimpão recebeu passe na área, mas bateu pressionado e o goleiro Guto defendeu sem dificuldade.
O jogo era bastante movimentado. Empurrado pela torcida que lotou São Januário, o Vasco seguia tentando. Aos 13 minutos, Paulo Sérgio cruzou pela direita e Elton cabeceou para fora com muito perigo. Aos 28, Carlos Alberto e Rodrigo Pimpão tabelaram bem na entrada da área. O chute do meia, porém, saiu nas mãos do goleiro Guto.
Mas faltou também pontaria ao time carioca. Léo Lima e Elton arriscaram de fora da área, mas sem perigo. No final do primeiro tempo, o Vasco queria um pênalti do goleiro Guto em Rodrigo Pimpão. Mas a dividida foi normal e o árbitro paulista Rodrigo Braghetto acertou ao marcar apenas escanteio.
O Brasiliense não ficou apenas se defendendo. E chegou até com mais perigo no primeiro tempo. Por duas vezes, quase marcou. Ailson recebeu na área e chutou cruzado. Fernando Prass ainda tocou na bola, que bateu na trave e para sorte dos vascaínos voltou nas mãos do goleiro. Outra chegada perigosa foi aos 40 minutos. Julio César explorou bem o espaço deixado pelo lateral Ramon pela esquerda, ganhou na corrida de Carlos Alberto, que se esforçava para tentar cobrir o companheiro, e chutou cruzado. A bola passou muito perto do gol de Fernando Prass.
E o primeiro tempo terminava sem gols, mas com os torcedores aplaudindo os jogadores vascaínos. Enquanto isso, alguns torcedores que não conseguiram ingressos tentaram invadir o estádio pelo portão da piscina. Mas foram retirados por policiais após muito corre-corre.
Carlos Alberto parte para o ataque observado por um adversário O Vasco voltou para o segundo tempo tentando manter a pressão. Logo no primeiro minuto, Léo Lima deu excelente passe para Ramon. O lateral perdeu o tempo da bola, tentou driblar o goleiro Guto e acabou desarmado. Em seguida, vários cruzamentos perigosos para área, mas sem ninguém para concluir.
Aos cinco minutos, Carlos Alberto foi derrubado na entrada da área. Ótima oportunidade. Mas o meia cobrou na barreira. Apenas após sete minutos, o Brasiliense conseguiu cruzar o meio-campo tocando a bola.
O primeiro lance de perigo do Brasiliense veio aos 14 minutos. Fábio Júnior arrisco de fora da área e o goleiro Fernando Prass espalmou a bola para escanteio.
Mas o gol vascaíno surgiu aos 16 minutos em uma jogada muito bem trabalhada. Carlos Alberto recebeu pela direita. Marcado por dois adversários, ele tocou para Léo Lima, que dominou e passou para Ramon, sem perder tempo. A bola saiu de um lado para o outro do campo. O lateral então viu Rodrigo Pimpão na área. O toque foi preciso. O atacante dominou e chutou no canto esquerdo de Guto. Vasco 1 a 0. E a torcida, eufórica, começou a cantar "e o sentimento não pode parar". Foi o nono gol de Rodrigo Pimpão na temporada, que divide a artilharia do time com o companheiro de ataque Elton.
A torcida cruzmaltina também não perdia a chance de ironizar a vinda de Adriano para o Flamengo. E lembrava aos rubro-negros que Juninho Pernambucano, um dos maiores ídolos do clube na última década, um dia vai voltar do Lyon, da França.
Com a vantagem, o Vasco procurou administrar a partida. E só levou um susto quando uma sobrou limpa para Fábio Júnior na área. Mas o atacante furou feio. Para a sorte dos cruzmaltinos. E a primeira missão foi cumprida. Aos gritos de "Vamos subir, Vasco! Vamos subir, Vasco!".
O JOGO
Aos 10 minutos, Magno roubou uma bola no campo de defesa e tocou para Elton. O atacante viu bem a entrada livre de Paulo Sérgio pela esquerda. O lateral driblou o goleiro, mas na hora de fazer o gol pegou muito embaixo na bola, que subiu e passou por cima do travessão.
Quatro minutos depois, novamente Magno começou a jogada e tocou para Elton. De primeira, o atacante passou para Enrico. O meia se livrou do marcador, entrou na área e chutou forte por cima do gol de Marcelo Bonan.
Aos 19 minutos, Nilton foi puxado na área e o árbitro Nielson Nogueira Dias ignorou um pênalti claro a favor do Vasco. O time carioca marcava forte e conseguia sair rápido para o ataque. Mas devido ao forte calor de Fortaleza começou a perder o ritmo.
Cansado, o time relaxou nos últimos dez minutos do primeiro tempo. E o Ceará teve três ótimas chances para abrir o placar. Preto recebeu ótimo passe na área de Geraldo, mas foi travado por Vilson na hora da conclusão. A bola sobrou, então, limpa para Wellington Amorim fazer o gol. Mas o atacante do Ceará tocou muito de lado e a bola bateu na trave e saiu pela linha de fundo.
O Castelão por alguns momentos parecia o Maracanã. A torcida do Ceará cantava uma música adotada pelo Botafogo: "E ninguém cala esse nosso amor, é por isso que eu canto assim; é por ti vovô". Só trocava a última palavra "fogo" por "vovô", que é o apelido do time cearense.
No ataque seguinte, Preto dominou no peito e girou. O chute, de frente para o gol, foi para fora. E aos 43 minutos, Preto recebeu nas costas de Ramon e chutou cruzado. A bola passou por Fernando Prass e o zagueiro Vilson conseguiu tocar para escanteio antes de Wellington Amorim fazer o gol. E o primeiro tempo terminava para um certo alívio para os cariocas.
- Nosso time parou depois dos 25 minutos de jogo. O Ceará pressionou e até merecia fazer um gol - disse o técnico Dorival Júnior no intervalo.
Ramon comemora o primeiro gol do Vasco O Vasco voltou para o segundo tempo com Edgar no lugar do estreante Magno. O Ceará seguiu com a pressão, mas insistia nos cruzamentos para a área. Com uma defesa alta, os cruzmaltinos conseguiam se livrar do perigo.
Foi quando entrou em cena a estrela do técnico Dorival Júnior. Ramon avançou bem pela esquerda, cortou para o meio e tentou um toque para Edgar. Na área técnica, o comandante cruzmaltino ficou desesperado e gritou e gesticulou para o lateral-esquerdo chutar para o gol nesta situação. A jogada continuou, o Vasco conseguiu roubar a bola e Ramon recebeu passe. Fez uma jogada parecida e, agora, soltou a bomba. Chute no canto esquerdo de Marcelo Bonan, que só olhou. Um bonito gol.
Na comemoração, Ramon saiu correndo para o banco de reservas e apontando o dedo para o técnico Dorival Júnior. O abraço no comandante foi forte e emocionado. Foi o primeiro gol do lateral-esquerdo na temporada. Os cerca de 3.000 torcedores do Vasco que compareceram no Castelão para apoiar o time começaram a fazer uma grande festa.
Em desvantagem, o técnico Zé Teodoro fez duas mudanças no Ceará. Colocou André Neles e Esley nos lugares de Preto e Reinaldo, respectivamente. O time da casa melhorou. Aos 13 minutos, o Ceará quase empatou em uma grande jogada de Geraldo. O camisa 10 do time cearense fez fila na defesa do Vasco, entrou na área e chutou na saída de Fernando Prass. O goleiro defendeu com os pés e evitou o empate.
Nervoso, o Vasco começou a fazer muitas faltas e reclamar com a arbitragem. Ramon, Edgar e Elton levaram cartões amarelos em menos de três minutos. Dorival Júnior resolveu fortalecer a marcação. Tirou Nilton e Enrico e colocou Bruno Gallo e Mateus no time.
Léo Lima passou a comandar o meio-campo. E criou duas boas oportunidades. Primeiro deu um passe para Elton, que chutou mal e o goleiro Marcelo Bonan defendeu. Depois, o toque foi para Edgar, que se enrolou com os zagueiros e perdeu a chance.
O Vasco errava muitos passes, o que deixava Dorival Júnior louco à beira do campo. O treinador gesticulava e pedia mais calma ao time. Wellington Amorim arriscou de fora da área e o goleiro Fernando Prass espalmou. Geraldo fez outra boa jogada, entrou na área pela direita e novamente o camisa 1 vascaíno evitou o gol do Ceará.
Mas na raça de Ramon, o Vasco decidiu a partida. O lateral-esquerdo roubou uma bola na defesa e arrancou. Ele tabelou com Elton e chutou forte quase sem ângulo. O goleiro Marcelo Bonan conseguiu defender, mas a bola sobrou limpa para Léo Lima, que só tocou para o gol vazio: 2 a 0. Foi o sexto gol de Léo Lima na temporada. E o grito de "Vamos subir, Vasco" tomou conta do Castelão até o fim da partida.