O JOGO
O jogo começou movimentado. Logo com um minuto, o lateral-direito Tote foi advertido com um cartão amarelo por fazer falta dura em Carlos Alberto. Dois minutos depois, o Vasco perdeu a sua primeira chance de abrir o marcador. Rodrigo Pimpão fez bela jogada pelo lado direito e cruzou para Elton. O atacante se antecipou ao zagueiro e tocou de leve tentando tirar do goleiro Robson, que fez uma bela defesa.
Não demorou para o Vasco abrir o marcador. Aos nove minutos, Jéferson acertou uma bomba da intermediária e acertou o ângulo do goleiro Robson, que nada pôde fazer para evitar o gol. Elton quase fez o segundo aos 22. O atacante recebeu a bola dentro da área e chutou. A bola passou à esquerda da meta do Flamengo-PI.
Aos 25, Elton não desperdiçou uma segunda oportunidade. Paulo Sérgio fez um belo lançamento em profundidade para o atacante, que driblou o goleiro e empurrou para a rede para ampliar o marcador. Rodrigo Pimpão perdeu uma ótima chance de marcar o terceiro. Aos 33, após receber ótimo cruzamento de Carlos Alberto, o jogador cabeceou fraco para Robson defender.
Dois minutos depois, Amaral arriscou de fora da área e o goleiro Robson quase engoliu um frango, espalmando a bola para escanteio. Aos 38, Pimpão cruzou da direita na cabeça de Jéferson, que apenas tocou para desviar do camisa 1 rubro-negro. A bola passou à esquerda da trave. No último minuto da etapa inicial, Joniel fez uma bela jogada e diminuiu o marcador.
O segundo tempo começou igual, com as duas equipes buscando o gol. O Vasco tentava acertar os contra-ataques, e o Flamengo-PI queria se organizar para buscar o empate. A primeira chance clara da etapa final aconteceu aos quatro minutos. Após uma rebatida da zaga, Ramon acertou uma bomba, mas a bola passou por cima do gol de Robson.
O jogo ficou tenso logo nos primeiros minutos do segundo tempo. Carlos Alberto levou o cartão amarelo por reclamação. Minutos depois, Michel foi advertido por causa de uma entrada dura no zagueiro Titi. Aos 19, o técnico Dorival Júnior optou sacar o camisa 19 e apostar na entrada de Alex Teixeira.
Aos 24, o Vasco voltou a abrir dois gols de vantagem. Paulo Sérgio cobrou falta da entrada da área com perfeição e ampliou o marcador para o time carioca. No lance seguinte, aos 25, Pimpão recebeu pelo lado direito da grande área e soltou uma bomba. A bola estourou na trave do goleiro Robson.
A partir do terceiro gol, o time vascaíno voltou a dominar a partida, pressionando para marcar mais gols. O time piauiense tentava de forma desordenada diminuir o marcador para forçar o jogo de volta, em São Januário, no dia 4.
Aos 43, Elton deu três pedalas na frente do zagueiro, deu um tapa para o lado e acertou um belo chute para marcar o quarto gol e selar a vitória vascaína. Após garantir o triunfo, o time carioca tocou a bola e deixou o tempo passar.
O JOGO
O Vasco iniciou a partida acelerando a partida, mas a velocidade e o domínio esbarraram na falta de qualidade no último passe ofensivo. O Central, por sua vez, mostrou-se vivo na partida apenas aos dos oito minutos, em duas cobranças de escanteio de Aílton que quase resultaram em gol olímpico.
Esporadicamente, o Cruzmaltino assustava. Aos 20 minutos, com Paulo Sérgio arriscou de fora da área; aos 32 minutos, com Carlos Alberto; aos 38 minutos, com Leonardo. E, em um lance esporádico, abriu o placar: aos 44 minutos, Rodrigo Pimpão disparou pela esquerda e, da entrada da área, chutou no canto direito de Davi.
Precisando de um gol para evitar o jogo de volta no Rio de Janeiro (RJ), o Vasco retornou para a etapa final dispoto a fechar a contagem: com um minuto, Ramon recebeu de Carlos Alberto e bateu para boa defesa de Davi. Já o Central, para manter suas chances, passou a arriscar um pouco mais sem, no entanto, levar perigo concreto.
E o Gigante da Colina acabou sacramentando sua classificação automática de maneira tranquila. Aos 13 minutos, Elton recebeu de Carlos Alberto na esquerda e cruzou rasteiro para Rodrigo Pimpão escorar e fazer seu segundo e também do Vasco. Sem forçar muito, aos 25 minutos, Paulo Sérgio cruzou pela direita e Alan Kardec, de cabeça, fechou a conta.
O próximo adversário sai do vencedor do confronto entre Confiança (SE) e Icasa (CE). No jogo de ida, também nesta quarta, no Ceará, empate em 0 a 0 0. A partida de volta acontece na próxima quarta-feira, às 20h30, em Sergipe. Quem vencer leva a vaga; empate sem gols, pênalti; empate com gols, avança o Icasa.
O Vasco volta a jogar pela Copa do Brasil nos dias 29 de abril e 6 de maio, contra Icasa ou Confiança. Depois, no dia 9 de maio, às 16h10, em São Januário. O Gigante da Colina começa a sua trajetória de retorno à Série A do Campeonato Brasileiro recebendo o Brasiliense (DF).
Já o Central joga novamente no Lacerdão neste domingo, às 16h, contra o Sete de Setembro, pela última rodada do segundo turno do Campeonato Pernambucano.
Melhores momentos
O JOGO
O Vasco começou a partida tentando marcar sob pressão. Mas o Icasa apostava na correria dos atacantes Moré e Leozinho e dava trabalho aos zagueiros cruzmaltinos. A torcida da casa, que lotou o estádio Romeirão, tentava empurrar o time.
Passado o entusiasmo inicial do Icasa, o Vasco foi colocando a bola no chão e dominando a partida. Aos 10 minutos, Enrico e Elton fizeram uma boa tabela, mas o zagueiro Tiago conseguiu tocar na bola antes da finalização cruzmaltina. Na cobrança de escanteio, Léo Lima subiu e cabeceou por cima do travessão com perigo.
O primeiro gol veio aos 17 minutos. Léo Lima deu um passe primoroso para Paulo Sérgio. O lateral entrou na área e foi derrubado por Joãozinho. Pênalti bem marcado pelo árbitro Antônio Hora Filho. Léo Lima cobrou rasteiro no canto direito deslocando o goleiro Ari. Foi o quarto gol do meia na temporada. Vasco 1 a 0.
Com a vantagem, o time carioca diminuiu o ritmo. E passou a ser pressionado. Panda chutou de fora da área no canto esquerdo de Tiago. O goleiro cruzmaltino se esticou todo para espalmar. Na sobra, Marcus Vinícius perdeu uma chance incrível ao chutar na rede pelo lado de fora. Pouco depois, Leozinho teve uma ótima chance em uma falta na entrada da área. Mas a cobrança foi para fora.
O Vasco só voltou a chegar com perigo aos 35 minutos. Rodrigo Pimpão arriscou de fora da área. O chute foi no meio do gol, mas Ari quase aceitou. A defesa veio em dois tempos. No minuto seguinte, o goleiro do Icasa se redimiu. Pimpão arrancou pela direita, entrou na área e chutou rasteiro. Ari se esticou todo e espalmou para escanteio.
Aos 42 minutos, o Vasco deu um golpe fatal. Paulo Sérgio fez ótima jogada pela direita, entrou na área e deu um passe açucarado para Elton. O atacante só desviou do goleiro Ari para marcar o segundo gol. O entusiasmo na comemoração dos vascaínos era fácil de entender. Naquele momento, o time carioca só perderia a vaga se levasse três gols. Foi o nono gol de Elton, o artilheiro do Vasco na temporada (Veja o vídeo ao lado).
E o primeiro tempo terminou com os cruzmaltinos cantando na arquibancada. E a torcida do Icasa desanimada e silenciosa do outro lado do estádio.
- Com essa defesa nem milagre de Padre Cícero resolve - disse um torcedor desolado, que tirou da bolsa um "baião de dois" para comer no intervalo.
A culinária no estádio Romeirão, aliás, era bem curiosa. O que mais fazia sucesso era um sanduíche recheado de carne de sol.
O Icasa voltou para o segundo tempo com duas alterações. Gilberto e Marciano entraram nos lugares de Joãozinho e Moré. Mas o Vasco nem deu tempo para o time da casa tentar se recuperar. Cobrança de escanteio aos quatro minutos e Vilson marcou de cabeça o terceiro gol vascaíno. A cabeçada nem foi forte, mas desviou no zagueiro e confundiu o goleiro Ari.
Após o gol, a torcida do Vasco no estádio Romeirão começou a cantar olé. E fazer a festa.
- Está muito fácil - provocou um cruzmaltino o amigo ao lado que estava com a camisa do Icasa.
Com a partida decidida, Carlos Alberto saiu do banco e entrou no lugar de Enrico para ganhar ritmo. Aos 21 minutos, o Vasco perdeu Mateus, que fez falta boba em Leozinho na entrada da área e foi expulso.
Com um jogador a mais em campo, o time da casa se animou. Aos 29 minutos, o goleiro Tiago derrubou Marciano na área. Pênalti bem marcado pelo árbitro. Leozinho foi para a cobrança, deu uma paradinha, esperou o goleiro vascaíno cair e só tocou para marcar. Mas Antônio Hora Filho anulou marcando corretamente invasão na área. Leozinho foi novamente para a bola e parecia um replay. Paradinha, Tiago caiu no canto esquerdo e um toque sutil no lado direito. E o Icasa diminuía.
O Vasco nem deu tempo para o Icasa se animar. Três minutos depois, Bruno Gallo foi derrubado pelo zagueiro Tiago na área. Mais um pênalti para o Vasco. Léo Lima, assim como no primeiro tempo, deslocou o goleiro Ari e fez o quarto gol. E a vaga estava mais do que garantida.
O JOGO
A partida começou truncada, como se podia prever do pensamento com que as duas equipes entraram em campo: o Vasco não querendo sofrer gol em casa e o Vitória desejando não deixar o Rio de Janeiro derrotado para definir em casa a classificação à fase seguinte.
No entanto, o Gigante da Colina foi aproveitando o recuo acentuado do Leão (não finalizou nenhuma vez no primeiro tempo) para enjaulá-lo em seu campo de defesa. Mesmo com o domínio, os mandantes pouco ameaçaram Viáfara. Mas souberam colocar na rede as chances que apareceram, quase casualmente.
Aos 27 minutos, após chute de longa distância sem perigo de Nilton, o ala-esquerdo / zagueiro Luciano Almeida tocou a bola bisonhamente no meio da área nos pés do Carlos Alberto errado (o Vitória tem um volante chamado Carlos Alberto). O meia e capitão do Vasco driblou o "ajudante", passou por Victor Ramos e abriu o placar.
Sem aumentar o ritmo, o Cruzmaltino chegou ao segundo aos 44 minutos. Paulo Sérgio cobrou escanteio pela direita do ataque, a bola bateu na canela do Carlos Alberto vascaíno e sobrou para Léo Lima, que encontrou Élton livre na pequena área para escorar enquanto a zaga rubro-negra pedia impedimento.
Para a etapa final, a estratégia do Vasco foi reforçada, evitar a todo custo que o Vitória marcasse. Já o time baiano foi retornou para diminuir o prejuízo. E o planejamento da equipe carioca em fazer um bom resultado em casa para atuar confortável na Bahia não poderia ser melhor.
Em duas cobranças de falta em menos de dez minutos o Cruzmaltino ampliou o resultado. Aos dez minutos, Rodrigo Pimpão sofreu falta na entrada da área e Paulo Sérgio colocou a bola no canto esquerdo do goleiro rubro-negro. Aos 18 minutos, Luciano Almeida colocou a mão na bola, foi expulso e Nilton, com uma bomba no ângulo direito, definiu a goleada.
Aos 24 e aos 35 minutos, Fernando Prass ainda fez duas grandes defesas evitando o gol de honra dos visitantes, permitindo ao Gigante da Colina exorcizar o oponente, para o qual perdeu duas vezes no Campeonato Brasileiro de 2008: derrota por 5 a 0 no turno e 2 a 0 no returno, em São Januário, que provou a queda à Série B. O confronto terminou ao som do "Olé" da torcida.
Vasco e Vitória voltam a se enfrentar no jogo de volta das quartas-de-final da Copa do Brasil, na próxima quarta-feira, às 21h50, no Estádio Manoel Barradas, o Barradão, em Salvador (BA).
Antes, porém, os dois times atuam no fim de semana pelo Campeonato Brasileiro. Na Série B, o Cruzmaltino pega, no sábado, o Ceará, às 16h10, em Fortaleza (CE). Já o Rubro-negro baiano, na Série A, recebe o Sport, domingo, às 18h30, em Salvador (BA).
O JOGO
Com quatro atacantes em campo, o Vitória deu o recado logo a 1m20s. Uelliton puxava o ataque pela direita quando foi derrubado por Gian. Na cobrança, Ramon rolou para Neto Baiano, que mandou uma bomba para o gol. Fernando Prass pulou atrasado e aceitou: 1 a 0 para o time da casa. Nervosismo estampado no rosto de Dorival Júnior, e festa na torcida rubro-negra.
O gol animou ainda mais o Vitória, que foi para cima, mas deixava muito espaço atrás, facilitando os contra-ataques vascaínos. E foi assim que, aos quatro minutos, o Vasco chegou ao empate. Enrico, que substituiu Rodrigo Pimpão, foi lançado por Ramon na esquerda e mandou para a área. Elton se antecipou à zaga e tocou para o fundo das redes, sem chances para Viáfara.
No momento, o Vitória precisava de seis gols para alcançar a vaga. No desespero, o time baiano foi todo para o ataque, mas esbarrava na boa marcação vascaína. Do outro lado, o time carioca continuava apostando no contra-ataque. Em um deles, Amaral foi derrubado por Neto Baiano na direita. Na cobrança, Nilton mandou para a área, e Gian cabeçou para marcar o segundo. O árbitro, porém, anulou o lance, alegando impedimento do zagueiro na jogada.
O Vitória continuou no ataque e voltou a ameaçar aos 12. Wallace cruzou para a área, e Neto Baiano quase alcançou, mas Fernando Prass conseguiu a antecipação. Aos 16, Carlos Alberto fez falta em Uelliton e recebeu amarelo, desfalcando a equipe no primeiro confronto contra o Corinthians nas semifinais. No minuto seguinte, o time rubro-negro teve sua chance mais clara, em nova bola alçada na área. Após cruzamento, Neto Baiano resvalou de cabeça e a bola sobrou limpa para Washington, que chutou rasteiro. O goleiro vascaíno fez ótima defesa.
Recuado atrás, o time vascaíno só chegou novamente com perigo no ataque aos 24. Após ótimo passe de Carlos Alberto, Elton entrou livre na área e deu um toquinho na bola, tentando encobrir Viáfara. O goleiro rubro-negro, porém, conseguiu fazer a defesa.
A partida, então, ganhou em tensão. Nervosos com o placar, os jogadores do Vitória abusavam das faltas e se perdiam na partida. Do outro lado, Carlos Alberto também exagerava nas reclamações. O time baiano voltou a ameaçar aos 37. Ramon deu belo passe para André Luís, que entrou livre na área. O atacante chutou rasteiro, e Fernando Prass caiu bem para fazer a defesa.
Aos 41, fora do lance da bola, Neto Baiano cuspiu no rosto de Ramon e, após aviso do bandeirinha, foi expulso pelo árbitro André Luiz de Freitas Castro. A expulsão do atacante, que durante a semana avisou que marcaria três gols na partida desta quarta, gerou festa no banco vascaíno. Após o recomeço da partida, mais tranqüilo em campo, o Vasco quase chegou ao segundo, aos 47. Nilton deixou Enrico livre pela esquerda. O jogador rolou para Ramon, que chegou chutando, mas a bola foi para fora.
No segundo tempo, Dorival preferiu tirar Carlos Alberto, muito nervoso em campo, e pôr Rodrigo Pimpão. Pelo Vitória, Carpegiani optou pela entrada de Carlos Alberto no lugar de Ramon, sumido em campo. Mas, diferentemente da primeira etapa, os dois times entraram em um ritmo mais lento, tocando a bola no meio-campo. A primeira chance foi do Vasco, somente aos 13 minutos. Ramon lançou Rodrigo Pimpão, que invadiu a área e chutou para fora. Mas o árbitro já marcava o impedimento.
Mostrando tranqüilidade, o time vascaíno tocava bem a bola e esperava o Vitória na defesa. Desanimados, os jogadores do Vitória quase não ameaçavam e facilitavam a marcação adversária.
Assim, o Vasco cresceu na partida. Ramon furou a marcação pela esquerda, invadiu a área e chutou forte. Viáfara fez grande defesa, aos 26 minutos. Pimpão também quase marcou, aos 30, mas chutou fraco, nas mãos do goleiro rubro-negro.
Aproveitando o desânimo e a apatia baiana, o Vasco transformou a partida em um perfeito jogo-treino. Com maturidade, os jogadores vascaínos não permitiram qualquer tipo de ameaça e voltam para o Rio de Janeiro com a vaga na semifinal garantida.
Melhores momentos